A relação entre a floresta, os animais, os rios e as pessoas foi o tema de uma atividade de Educação Ambiental realizada com estudantes do 6º e 8º ano do Ensino Fundamental da Escola Evangelio, na comunidade de Belo Monte, em Vitória do Xingu, no Pará. A ação integrou as atividades alusivas ao Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro, ao Dia da Árvore, em 21 de setembro, e ao Dia de Defesa da Fauna, em 22 de setembro.
Inserida no contexto da BR-230/PA, a comunidade de Belo Monte está próxima à região onde é realizada a construção da Ponte do Xingu. A atividade buscou aproximar os temas ambientais da realidade vivenciada pelos estudantes, mostrando que a preservação da natureza faz parte do cotidiano de quem vive na Amazônia e que floresta, água, fauna, comunidades e infraestrutura rodoviária estão presentes em um mesmo território.
Com a participação da mascote da rodovia, Ana Castanha, os estudantes acompanharam um teatro educativo que apresentou, de forma lúdica e participativa, as relações existentes entre uma árvore, o solo, a água, os animais, o clima e as pessoas. A personagem destacou que cuidar da Amazônia não significa apenas proteger uma floresta distante, mas compreender que todos esses elementos estão conectados.
Durante a apresentação, os alunos foram convidados a refletir sobre situações como a retirada da vegetação das margens dos rios, as queimadas, a perda de abrigo e alimento para os animais e o descarte inadequado de resíduos. A partir dessas situações, os estudantes participaram de desafios e escolheram atitudes que contribuem para a proteção do meio ambiente, como cuidar das árvores, evitar o uso inadequado do fogo, respeitar os animais silvestres e não jogar lixo no ambiente.
Uma teia que mostra que tudo está conectado
Após o teatro, a atividade continuou com a dinâmica “A Teia da Amazônia”, utilizando um rolo de barbante para representar as relações existentes no ambiente. Os estudantes receberam cartões com elementos como árvore, rio, solo, chuva, animais, pessoas, comunidade, produção rural, clima e escola, e foram construindo uma grande teia a partir das conexões entre cada elemento.
A dinâmica permitiu demonstrar, de maneira visual, que uma alteração em um elemento da natureza pode afetar os demais. Situações como queimadas, retirada da vegetação, lixo lançado nos rios, exposição do solo e perda de habitat foram utilizadas para mostrar como essas relações podem ser comprometidas.
A reflexão também foi relacionada ao território onde os estudantes vivem. Na Amazônia, a rodovia faz parte da paisagem e da rotina das comunidades, assim como os rios, a floresta e a fauna. Por isso, a atividade reforçou a importância de atitudes responsáveis também nos espaços próximos à BR-230/PA, especialmente em uma região onde ocorre um empreendimento de infraestrutura como a construção da Ponte do Xingu.
Ao final, a mensagem deixada pela atividade foi simples: na Amazônia, tudo está conectado. Proteger uma árvore também é proteger o solo, a água e os animais. Respeitar a fauna também é cuidar da floresta. E cuidar do ambiente onde a comunidade vive é contribuir para um território mais equilibrado para as pessoas e para as diferentes formas de vida que fazem parte dele.
