No dia 18 de dezembro, a equipe do PCS – Programa de Comunicação Social da Gestão Ambiental da rodovia Transamazônica, acompanhada da equipe responsável pela supervisão ambiental lote 02, localizado no trecho entre os municípios paraenses de Novo Repartimento e Pacajá, deu prosseguimento ao trabalho de acompanhamento do andamento da obra de pavimentação da Rodovia, [...]
No dia 18 de dezembro, a equipe do PCS – Programa de Comunicação Social da Gestão Ambiental da rodovia Transamazônica, acompanhada da equipe responsável pela supervisão ambiental lote 02, localizado no trecho entre os municípios paraenses de Novo Repartimento e Pacajá, deu prosseguimento ao trabalho de acompanhamento do andamento da obra de pavimentação da Rodovia, que tem sido realizado desde o início deste mês, nos lotes que atualmente estão sendo pavimentados, e entrevistou os moradores das margens da BR-230/PA para saber qual a opinião a respeito da chegada do asfalto em suas localidades, e sobre o que mudou na vida dessas pessoas, com a chegada do benefício.
Durante o trabalho, deu pra perceber que o sonho esperado há décadas, pelas pessoas que vivem nos municípios interceptados pela rodovia Transamazônica BR-230/PA começa a ser concretizado. Quem reside às margens da Rodovia, nos trechos que já estão praticamente asfaltados, como é o caso do lote 02, que fica no trecho compreendido entre os municípios paraenses de Novo Repartimento a Pacajá, do lote 04 – entre Anapu e Altamira, e do lote 05- entre Altamira e Medicilândia, a população já começou a sentir a diferença no cotidiano, com a chegada da tão esperada pavimentação.
Uma dessas pessoas é a dona de casa Aurivonete Ciriaco Sousa, 42, anos, moradora no lote 02, distante 21 quilômetros da sede do município de Novo Repartimento, desde quando chegou do Piauí, no ano de 1979. Segundo dona Aurivonete, antes do asfalto, em função da dificuldade do acesso por causa dos atoleiros, a sua família levava cerca de uma hora e meia pra chegar à cidade mais próxima. “Com o asfalto, não temos poeira no verão, nem lama do inverno, e ainda chegamos rapidinho em Novo Repartimento, coisa de 10 minutos indo de carro”, comemora.
Para o esposo de dona Aurivonete, o senhor Raimundo Nonato Sousa, que veio do Estado do Maranhão também na década de 70, fugindo da seca, conforme informou, “naquela época não tínhamos estrada, mas a chuva, que por um lado era ruim, também era bom, pois a nossa plantação estava sempre verdinha. Hoje continuamos tendo chuvas, mas não temos mais atoleiros, isso é uma bênção; mesmo que as pessoas não parem tanto pra comprar na nossa venda, preferem passar direto pra Novo Repartimento, mas não reclamo, porque a vantagem de ter estrada é muito maior”, reconhece.
Já conforme a dona de casa Maria Helena Silva Invenção, 24 anos, o asfalto trouxe não só saúde como também facilidade de acesso às cidades da região, como Novo Repartimento, Pacajá e Anapu. “Antes tinha muita poeira, a gente vivia doente. Hoje não temos problemas de saúde, nem dificuldade em chegar até as cidades que ficam próximas daqui. Com a chegada do asfalto aí na porta de casa, melhorou e muito”, ressalta.
Os pais de dona Maria Helena chegaram do Piauí na Transamazônica também na década de 70, motivados pela abertura da rodovia Transamazônica, e com a promessa de receberem terras do governo à época, o que acabou acontecendo, mas segundo dona Helena, com as dificuldades de acesso, a qualidade de vida foi prejudicada por causa da dificuldade de acesso aos municípios vizinhos. Saiba mais:
LOTE 02
Com 105 quilômetros de extensão, que vai do 283,6 ao km 388, 6 sendo que destes, 71 estão totalmente asfaltados, o lote 02 possui Licença de Instalação 825/2011 – IBAMA, e a Sanches Tripoloni, a empresa construtora responsável pela realização da pavimentação no trecho.
Segundo o supervisor ambiental responsável pela supervisão do lote 02, Flávio Oliveira, apesar de cerca de 70% do trecho já asfaltado, algumas atividades relacionadas ao sistema de drenagem, como dreno profundo, sarjeta e descida d’água, ainda estão sendo realizadas, assim como a construção meio fio, e o revestimento vegetal (hidrossemeadura) dos taludes.
Joelza Oliveira Jornalista DRT-197/TO PCS – Programa de Comunicação social da Rodovia Transamazônica BR-230/PA
